sexta-feira, 26 de outubro de 2007

décimo primeiro~


Talvez o medo atrapalhe a vida das pessoas.
Ou talvez as pessoas que não querem se entregar, e colocam a culpa no medo.

Nós precisamos abrir mão de algumas coisas, para nos libertamos para outras...Eu só não sei se consigo "deixar para lá".

Feridas cavocadas, que eu achei que estavam superadas...
Bom, talvez eu nunca supere, talvez eu nunca consiga abrir mão de me sentir assim... Ou talvez, eu simplesmente não me permita deixar esses sentimentos para trás.

Seria tão mais fácil se pudessemos ligar e desligar... Se pudessemos começar do marco zero!

décimo~

Conversando com uma amiga minha esses dias (mais precisamente: domingo), eu percebi que não adianta ficar preocupada no presente, com o futuro.
Já que assim as pessoas não terão mais sobre o que lembrar do passado, e isso é tão ruim...
Sim, é sempre bom fazer planos, e pensar no futuro, imaginar como pode ser, mas não é bom perder o presente e não ter lembranças depois.
Não vale a pena, definitivamente... Por que, sabe, a vida passa bem rápido (sim, papo de vó mesmo), de que adianta ficar pensando se tudo vai dar certo?
Tudo bem, as pessoas precisam mesmo pensar nas conseqüências futuras, que os atos presentes trazem, mas não fazer absolutamente nada agora, é bobeira!
Sério, tem algo melhor do que em uma domingo de tarde, ficar lembrando daquelas coisas pequenas e que nos fizeram felizes com aquele sorriso na cara?
'As pessoas não podem viver sem lembranças, mas, mesmo assim, não podem viver apenas de lembranças. Sonhos são coisas das quais temos que acordar uma hora. Sonhos de que não se pode acordar, um dia se transformam em tristezas. Mesmo que acorde de um sonho, ainda restarão as lembranças.' (Michiru - Air TV)

sábado, 29 de setembro de 2007

nono~ [é preciso continuar]


Há um bom tempo atrás eu aprendi que não podemos parar a vida por certos acontecimentos... Não importa o quão doloroso eles podem ter sido.
Até hoje eu não sei se queria ter aprendido isso, ou pelo menos aprendido isso dessa forma...
Eu poderia chegar aqui e falar "A vida continua, então vamos esquecer o que passou, e vamos lá!". Mas eu não vou... Pois eu sei que há coisas que acontecem que ficam marcadas.
E que mudam totalmente o jeito de ser de uma pessoa.
Não importa se essa "coisa" é totalmente diferente da conseqüência que traz. Porque talvez isso seja a coisa mais incompreensível de tudo.
Uma perda de algo/alguém muito importante faz com que as pessoas tenham medo de amar de novo, igual costumavam amar aquele "algo".
É doloroso... É doloroso continuar. Mas não vale a pena desistir.
O pior é se sentir presa no medo, e não sentir que pode amar de novo.
Mas é claro que podemos amar de novo, mesmo com os sentimentos "feridos", nós temos a capacidade de amar, e de nos tornamos melhores através dessas perdas.
Só basta saber se nós conseguiremos viver superando (eu digo superar, não esconder) as nossas feridas.

oitavo~ [momentos imaginários]

Na minha cabeça, só consigo lembrar das minhas memórias inventadas.
Alegrias inexistentes, momentos eternos que nunca aconteceram.

Momentos que eu criei para entrarem no lugar da realidade.
Criei, e tornei-os reais na minha cabeça.


E depois de certo tempo, eu começo a acreditar neles.
E por mais que uma parte de mim saiba o que está acontecendo, e saiba que é mentira... Eu me recuso a não acreditar.

E assim eu sinto que estou me perdendo no tempo, como se já não soubesse quem eu fui, e como me sentia.
E estou me tornando alguém que já não sei bem quem é.
É possível eu odiar tanto alguém que eu não conheço? É possível eu odiar tanto alguém sem te um por que exato?

É... mas apesar de tudo sentimentos mudam rápido demais.
mas as marcas do passado, continuam sempre as mesmas, mesmo se não nos lembrarmos delas.

sétimo~


É, talvez eu precise de tudo isso.
Talvez eu precise sentir até as coisas que eu não gostaria, para poder abrir os olhos para outras coisas...
Para coisas lindas, que talvez, eu não pudesse ver se me sentisse de outro modo.

Pode até parece idiota, ou uma grande ironia. mas nesse momento, eu não faço questão de entender nada, só de continuar.
E quem sabe... Daqui para frente, as coisas já não façam mais sentido dentro de mim?

sexto~ [nossa própria liberdade]


Eu acho que a única liberdade que eu preciso... É aquela onde eu mesma me dou "permissão" de sonhar, de sentir, de viver.
Por que "os outros tipos" (por assim dizer) nós conseguimos... Se merecermos e batalharmos.
Mas a liberdade que nós mesmos nos damos, é sempre a mais difícil em alguns casos.

Eu já conheci pessoas que não se dão liberdade de sonhar... Por medo de descobrir que é ilusão.
Não se dão liberdade de sentir... Por que tem medo do que esses sentimentos trazem.
Não se dão liberdade de viver... Por que tem medo de sofrer, ainda mais porque sabem que vão morrer no final.



Mas o que será que dói mais... Se "limitar" por cuidados demais, ou chegar ao final e descobrir que não fez nada? Chegar no fim e se arrepender de não se dar a liberdade de viver?

quarto~ [minha realidade?]


A realidade de cada um é tão diferente, que até me assusta às vezes, sabe?

Eu acho doloroso me fechar um uma só realidade... A minha.
Não acho certo, não gosto e não quero.
Mas talvez não consiga mais mudar isso, há tanto tempo só conheço ela.

Tenho medo de descobrir que a minha realidade não condiz com a "realidade do mundo".

E o pior de tudo é saber que eu inventei tantas coisas, e que eu quis tão fortemente acreditar... Que dentro de mim, elas se tornaram reais.
E mesmo que uma parte de mim saiba que são apenas mentiras, eu ainda me sinto tão bem com elas.



Eu quero sair da minha realidade...
[Define the riddles of my mind.
Nothing is really what it seems.]
(P.O.D. - Sleeping Awake)