sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

quinquagésimo nono ~

E lá estava ela, sozinha na varanda vendo o sol nascer.


Tomava leite quente em sua caneca a verde com joaninhas em volta, sua preferida. Observava as luzes dos prédios ao lado se acendendo e apagando, quase que em uma coreografia combinada.
Poucas pessoas passavam na rua, às vezes algum jovem voltando de uma festa, um casal apaixonado que resolveu ver o sol nascer na praia, uma família desesperada correndo para não pegar trânsito na volta para casa. Nada fora do comum para um dia igualmente comum.
E agora o sol começava a aparecer, primeiro os raios tímidos no horizonte, depois ele próprio, forte e brilhante num lindo nascer do sol laranja. Juntos com o sol, o sorriso da menina nascia também. Aquele sorriso que estava escondido por tanto tempo.
Aquele sorriso dizia mais do que uma simples alegria matutina. Significava redenção, perdão... Significava esperança que agora ela podia ter. Nunca tinha se dado o prazer de ter esperanças, e agora sonhava. Sonhava com ela mesma, e com o que poderia se tornar. E aqueles sonhos eram tão bons que coravam sua face.
Naquele momento ela não se importava com quem fora ou quem seria. O que importava era quem era no presente, naquela varanda, naquela manhã. E mesmo que se importasse com o futuro, como poderia pensar em algo tão não palpável?
Os tímidos raios solares deram espaço para o Sol propriamente dito, este que refletia nos olhos cor de mel da menina. Olhos que quase se fechavam para dar lugar ao sorriso mais largo que tinha.

Estava feliz novamente.

2 comentários:

Rafael disse...

meigo, isso ^^

Pedro Augusto disse...

Desculpa se seus peixinhos ficarem com dor de barriga. ):