sábado, 17 de maio de 2008

décimo quarto ~ [Liberdade]

Essa sensação... Essa sensação de total liberdade.
Sensação de estar completamente perdida e sozinha, mas estar tão bem.
Sensação de ter encontrado o que o coração tanto anseia.

Não é a liberdade propriamente dita, mas é como se fosse... É o meu mundinho dentro da minha cabeça que me dá uma liberdade de espírito tão grande que nunca terei como liberdade de corpo.
Sei que nunca terei essa liberdade no mundo real, eu sei disso. Mas não reclamo se eu ainda puder me ter sozinha por alguns minutos voando, caindo, correndo, e principalmente...sonhando!
Se eu simplesmente pudesse dizer o que sinto aqui, essa sensação boa que me dá a impressão de não estar presa a nada!
Ah, se fosse real...
Ah, como eu queria que fosse real!
Talvez seja só uma ilusão que me conforta, talvez seja só um sonho bonito.
Mas pela primeira vez na vida, não faço questão de entender, só de viver e sentir.
E dito isso, volto para o meu mundo, porque dele, eu nunca queria sair.


(ouvindo O Fridur do Sigur Rós, foi só fechar o olho, que saiu isso...)

segunda-feira, 5 de maio de 2008

décimo terceiro~ [quem sou?]

Não acho que sou tudo que poderia ser... Mas se eu sei o que eu poderia ser, por que não sou?
Acho que não sou tudo que poderia ser... Acho que não sou tudo que eu queria ser, acho que queria ser mais do que sou.
Queria ser mais, mas ai não seria quem sou, seria?
Sou uma pessoa que quer ser, sou uma pessoa que não sabe o que é.

Mas nesse momento, apenas sou quem sou agora... Mesmo que não seja quem eu sou.


(eu também não entendi... mas surgiu na minha cabeça em um lapso de imaginação enquanto eu ouvia La Dispute de Yann Tiersen)

segunda-feira, 3 de março de 2008

décimo segundo~

As rugas denunciando a idade, os olhos retratando uma vida inteira.
E lá estava aquele senhor, simples, posso até dizer 'normal', mas estranhamente belo.
Aquele olhar perdido encarando firmemente o vazio, aquelas mãos trêmulas, cansadas que já não tinham força o suficiente, mas ainda tentavam frustradamente apoiar o peso do velho corpo.
Nem mesmo um sorriso, nem mesmo um choro, mas aquela expressão velha, séria e triste continuava estampada naquele singelo rosto. Atrávez daquele par de olhos verdes eram possível ver uma explosão de sentimentos, sentimentos que o acompanhavam durante uma vida toda.
Será que se sentia sozinho? Será que eram só lembranças que vinham como monstros para o atormentar? Ou eram apenas pensamentos aleatórios que vinham e iam embora?

Será que um dia eu saberia o que se passava por trás daquele olhar perdido dentro daquele ônibus rotineiro?

(não gostei do texto, e só está aqui, pois eu não quero me esquecer daquele senhor.)

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

décimo primeiro~


Talvez o medo atrapalhe a vida das pessoas.
Ou talvez as pessoas que não querem se entregar, e colocam a culpa no medo.

Nós precisamos abrir mão de algumas coisas, para nos libertamos para outras...Eu só não sei se consigo "deixar para lá".

Feridas cavocadas, que eu achei que estavam superadas...
Bom, talvez eu nunca supere, talvez eu nunca consiga abrir mão de me sentir assim... Ou talvez, eu simplesmente não me permita deixar esses sentimentos para trás.

Seria tão mais fácil se pudessemos ligar e desligar... Se pudessemos começar do marco zero!

décimo~

Conversando com uma amiga minha esses dias (mais precisamente: domingo), eu percebi que não adianta ficar preocupada no presente, com o futuro.
Já que assim as pessoas não terão mais sobre o que lembrar do passado, e isso é tão ruim...
Sim, é sempre bom fazer planos, e pensar no futuro, imaginar como pode ser, mas não é bom perder o presente e não ter lembranças depois.
Não vale a pena, definitivamente... Por que, sabe, a vida passa bem rápido (sim, papo de vó mesmo), de que adianta ficar pensando se tudo vai dar certo?
Tudo bem, as pessoas precisam mesmo pensar nas conseqüências futuras, que os atos presentes trazem, mas não fazer absolutamente nada agora, é bobeira!
Sério, tem algo melhor do que em uma domingo de tarde, ficar lembrando daquelas coisas pequenas e que nos fizeram felizes com aquele sorriso na cara?
'As pessoas não podem viver sem lembranças, mas, mesmo assim, não podem viver apenas de lembranças. Sonhos são coisas das quais temos que acordar uma hora. Sonhos de que não se pode acordar, um dia se transformam em tristezas. Mesmo que acorde de um sonho, ainda restarão as lembranças.' (Michiru - Air TV)

sábado, 29 de setembro de 2007

nono~ [é preciso continuar]


Há um bom tempo atrás eu aprendi que não podemos parar a vida por certos acontecimentos... Não importa o quão doloroso eles podem ter sido.
Até hoje eu não sei se queria ter aprendido isso, ou pelo menos aprendido isso dessa forma...
Eu poderia chegar aqui e falar "A vida continua, então vamos esquecer o que passou, e vamos lá!". Mas eu não vou... Pois eu sei que há coisas que acontecem que ficam marcadas.
E que mudam totalmente o jeito de ser de uma pessoa.
Não importa se essa "coisa" é totalmente diferente da conseqüência que traz. Porque talvez isso seja a coisa mais incompreensível de tudo.
Uma perda de algo/alguém muito importante faz com que as pessoas tenham medo de amar de novo, igual costumavam amar aquele "algo".
É doloroso... É doloroso continuar. Mas não vale a pena desistir.
O pior é se sentir presa no medo, e não sentir que pode amar de novo.
Mas é claro que podemos amar de novo, mesmo com os sentimentos "feridos", nós temos a capacidade de amar, e de nos tornamos melhores através dessas perdas.
Só basta saber se nós conseguiremos viver superando (eu digo superar, não esconder) as nossas feridas.

oitavo~ [momentos imaginários]

Na minha cabeça, só consigo lembrar das minhas memórias inventadas.
Alegrias inexistentes, momentos eternos que nunca aconteceram.

Momentos que eu criei para entrarem no lugar da realidade.
Criei, e tornei-os reais na minha cabeça.


E depois de certo tempo, eu começo a acreditar neles.
E por mais que uma parte de mim saiba o que está acontecendo, e saiba que é mentira... Eu me recuso a não acreditar.

E assim eu sinto que estou me perdendo no tempo, como se já não soubesse quem eu fui, e como me sentia.
E estou me tornando alguém que já não sei bem quem é.
É possível eu odiar tanto alguém que eu não conheço? É possível eu odiar tanto alguém sem te um por que exato?

É... mas apesar de tudo sentimentos mudam rápido demais.
mas as marcas do passado, continuam sempre as mesmas, mesmo se não nos lembrarmos delas.