Tudo começou com um beijo terno entre sorrisos, e acabaria com a mesma ternura entre lágrimas.
As mãos se encontravam lentamente, no compasso meloso da música. Os olhares se entrelaçavam, e as bocas completavam-se, tinham necessidade uma da outra. Uma mão descia, contornando a silhueta feminina que dançava no ritmo, a outra mão amaciava os sedosos cabelos loiros da moça.
Os corpos se aproximavam, se encaixavam, tinham o complemento perfeito um do outro. Duas silhuetas se tornando uma, um único corpo. A última noite, e a última dança que dançariam juntos, mal sabia ela. Ele tirou vagarosamente o vestido de seda da moça e ela fez o mesmo com a farda nova do rapaz, e eles se amaram como nunca antes. Beijaram-se ternamente com amor. Se amaram noite adentro.
Com o passar das horas, o tempo se esgotava, era necessário dizer a verdade, dizer adeus. Mas como falar algo tão terrível a ponto de despedaçar o coração da pessoa amada?... Era preciso.
Logo nas primeiras palavras proferidas, a moça percebeu na amargura da voz masculina que esse era o fim. E logo as primeiras lágrimas vieram, e chamaram as outras, que desataram num choro aparentemente infinito. A figura masculina tentava amparar as lágrimas e a tristeza, mas como poderia fazer isso, se pode dentro ele estava tão triste quanto?
As horas passavam, e a solidão adentrava o lugar. O homem levantou-se e começou a colocar sua farda novamente. A guerra o esperava, e talvez o teria para sempre. Poderia a moça aguentar isso? A dor e a perda da incerteza da volta?
Entre lágrimas eles se beijaram, e nessas mesmas lágrimas ele se foi. Deixando-a na ternura do amor incerto.
Mas ela o esperou... em vão.
(Baseado em várias coisas, entre elas o clipe Thinking of You da Katy Perry, e a música Food is Still Hot da banda Karen O and the Kids)
(Qualquer dia eu escrevo algo feliz que não tenha a ver com perdas e solidão, está começando a ficar irritante como eu repito esse assunto)
domingo, 21 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
quinquagésimo nono ~
E lá estava ela, sozinha na varanda vendo o sol nascer.

Tomava leite quente em sua caneca a verde com joaninhas em volta, sua preferida. Observava as luzes dos prédios ao lado se acendendo e apagando, quase que em uma coreografia combinada.
Poucas pessoas passavam na rua, às vezes algum jovem voltando de uma festa, um casal apaixonado que resolveu ver o sol nascer na praia, uma família desesperada correndo para não pegar trânsito na volta para casa. Nada fora do comum para um dia igualmente comum.
E agora o sol começava a aparecer, primeiro os raios tímidos no horizonte, depois ele próprio, forte e brilhante num lindo nascer do sol laranja. Juntos com o sol, o sorriso da menina nascia também. Aquele sorriso que estava escondido por tanto tempo.
Aquele sorriso dizia mais do que uma simples alegria matutina. Significava redenção, perdão... Significava esperança que agora ela podia ter. Nunca tinha se dado o prazer de ter esperanças, e agora sonhava. Sonhava com ela mesma, e com o que poderia se tornar. E aqueles sonhos eram tão bons que coravam sua face.
Naquele momento ela não se importava com quem fora ou quem seria. O que importava era quem era no presente, naquela varanda, naquela manhã. E mesmo que se importasse com o futuro, como poderia pensar em algo tão não palpável?
Os tímidos raios solares deram espaço para o Sol propriamente dito, este que refletia nos olhos cor de mel da menina. Olhos que quase se fechavam para dar lugar ao sorriso mais largo que tinha.
Estava feliz novamente.
quinquagésimo oitavo ~
Ela sempre se achou certa das coisas, certa do que queria, certa do que faria, e agora estava certa que se encontrava sozinha naquele quarto de hotel.No outro lado da cama ainda tinha o calor recém deixado, e o primeiro corpo delicado e feminino não ousava invadir aquele espaço. Ela estava ocupada fingindo não chorar aquelas lágrimas furtivas. Ao longe o rádio ainda tocava uma canção devagar para os antigos amantes, um tango argentino que trazia saudade.
Ela cheirava o som e ouvia a cor do passado, do seu passado tão distante porém tão palpável.
Passava seus dedos lentamente pela sua própria silhueta, lentamente... delicadamente. Era tão frágil, tão inocente, e agora tão sozinha...
Porém pela janela entrava uma brisa fresca... Gélida.
E a escuridão tomou conta de cada canto do quarto, e o silêncio ocupou o espaço que antes o outro corpo ocupava. Seria sempre assim? Aquela solidão não passaria?
Não, ela se recusava a acreditar nisso, não poderia ser assim para sempre. Sua mãe sempre dizia que o tempo curava todas as feridas, e agora ela necessitava que isso fosse verdade. A lembrança do toque, do cheiro e do gosto do antigo enamorado precisava acabar, nada seria igual se continuasse normal. Um tanto quanto irônico, não?
Desdobrava seus sentimentos, precisava se sentir completa de novo, precisava que o corpo dele precisasse do seu. Chamava cegamente por alguém, mas ninguém viria.
Tudo o que poderia fazer era se acostumar com a solidão derradeira que aparecia para quebrar seu coração. E assim, com o tempo, a presença dele iria sumir - ou pelo menos ela sumiria com ele.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Querida Camila,
Vim aqui lhe pedir somente algumas pequenas coisas, sei que você pode fazer por mim. Primeiro de tudo, acalme-se, você ainda tem muita coisa para viver, e com apenas 16 anos não pode se achar com razão de tudo na vida. Você já errou muito, e é bom que continue errando, ou nunca vai aprender as cagadas que a vida faz.
Segundo, por favor, entenda-se comigo. Estou aqui apenas por ti, e você parece não entender o meu lado. Você tem pressa demais de crescer, e com isso atropela muita coisa. O tempo é sempre único, tudo o que você pode fazer é continuar vivendo. Peço também, que você aprenda consigo mesma, apesar de jovem, você já aprendeu muito e pode continuar. Sei que é forte para isso.
Não queira colocar a carroça na frente dos bois, nem tudo é fácil assim.
Aprenda também a gostar de ti e demonstrar gostar dos outros em volta. Um pouco de amor nunca fez mal. E afinal, se você não se gosta, como pode pedir para que os outros o façam? Não cobre isso deles.
Não cobre também tanto dos outros, você sabe que também odeia quando cobram o que não tem direito de ti.
És menina e jovem, tem muito o que viver e ainda vai tomar muitas porradas. Não se odeie por isso, por favor. Seja amável com os outros, não a ponto dos outros poderem passar a perna em ti. Não tenha medo, não jogue tanto na defensiva, você é melhor que isso. Sem medo, pode ser capaz de coisas maravilhosas, pode se sentir melhor.
Não se maltrate tanto pelos outros. Você não está sozinha, eu estou aqui. Não chores mais.
Continue a mesma, mas não para sempre. Inove-se, eu sei como você odeia a mesmice. Eu acredito em ti, e espero que você também possa acreditar.
Espero que lembre-se de mim quando precisar de alguém, afinal, eu estou em ti.
Atenciosamente,
M.
Vim aqui lhe pedir somente algumas pequenas coisas, sei que você pode fazer por mim. Primeiro de tudo, acalme-se, você ainda tem muita coisa para viver, e com apenas 16 anos não pode se achar com razão de tudo na vida. Você já errou muito, e é bom que continue errando, ou nunca vai aprender as cagadas que a vida faz.
Segundo, por favor, entenda-se comigo. Estou aqui apenas por ti, e você parece não entender o meu lado. Você tem pressa demais de crescer, e com isso atropela muita coisa. O tempo é sempre único, tudo o que você pode fazer é continuar vivendo. Peço também, que você aprenda consigo mesma, apesar de jovem, você já aprendeu muito e pode continuar. Sei que é forte para isso.
Não queira colocar a carroça na frente dos bois, nem tudo é fácil assim.
Aprenda também a gostar de ti e demonstrar gostar dos outros em volta. Um pouco de amor nunca fez mal. E afinal, se você não se gosta, como pode pedir para que os outros o façam? Não cobre isso deles.
Não cobre também tanto dos outros, você sabe que também odeia quando cobram o que não tem direito de ti.
És menina e jovem, tem muito o que viver e ainda vai tomar muitas porradas. Não se odeie por isso, por favor. Seja amável com os outros, não a ponto dos outros poderem passar a perna em ti. Não tenha medo, não jogue tanto na defensiva, você é melhor que isso. Sem medo, pode ser capaz de coisas maravilhosas, pode se sentir melhor.
Não se maltrate tanto pelos outros. Você não está sozinha, eu estou aqui. Não chores mais.
Continue a mesma, mas não para sempre. Inove-se, eu sei como você odeia a mesmice. Eu acredito em ti, e espero que você também possa acreditar.
Espero que lembre-se de mim quando precisar de alguém, afinal, eu estou em ti.
Atenciosamente,
M.
sábado, 9 de janeiro de 2010
quinquagésimo quarto ~
Toda noite preparava o prato, sentava-me a mesa e esperava. No começo ele vinha com um sorriso, beijava-me e contava sobre o dia, perguntava do meu, brincava comigo e depois lavávamos a louça dançando ao som dos Beatles.
Alguns meses depois ele demorava a chegar, não sorria mais, não me contava das coisas, jogava a comida fora e ia deitar-se. Mal olhava em meus olhos, mal dirigia a palavra a mim, simplesmente olhava através de tudo. Nunca consegui entender o que aconteceu, será que tinha feito algo? Tinha eu o ofendido? O maltratei? O que tinha mudado?
No final, algumas noites ele simplesmente não chegava, noites a fio que esperei acordada para nada, chegava bêbado de madrugada, dizia coisas horríveis, fedia a álcool. Mudara, não era mais o homem que tinha me esperado no altar, não era o homem que me levava flores no trabalho. Não era ninguém para mim, e isso era recíproco.
A primeira vez que ele tocou em mim eu não acreditei. Dizia que o roxo no meu braço eu mesma tinha causado, tentava esconder dos outros. Pensei que nunca mais ia se repetir. No entanto as noites foram ficando iguais, e tendiam a piorar. Ele não descansava até ver lágrimas em meus olhos, e o sangue escorrendo pelo meu corpo.
Noites e noites a história era a mesma, mal tinha sarado um machucado, e ele não tardava em fazer outro. Não podia mais aguentar.
Uma noite, naquela noite, eu planejei tudo. Se ele tocasse em mim, eu tocaria nele da minha maneira. Afiei a faca, escondi embaixo da minha blusa e o esperei a noite toda. Ele não veio.
Quando notei, achei loucura toda a história de machucar meu próprio marido, não podia fazer isso. Guardei a faca na primeira gaveta na cozinha, e fui deitar-me, agradecendo por ter uma noite de sossego, podendo dormir sem precisar fazer curativo antes. Pensei que talvez ele tivesse desistido e ido embora. Um abandono é melhor que outro espancamento.
Na noite seguinte, no entanto, ele voltou mais violento do que nunca. Puxou-me pelo cabelo, me disse coisas horríveis, xingava-me de todos os nomes existentes. Aquela foi a única noite que eu temi por minha vida, jurava que seria minha última noite, mas não poderia ser assim. Não morreria nas mãos do homem da minha vida. No primeiro descuido, corri até a cozinha, peguei a faca e enfiei o mais forte que pude em suas costas.
Ele era forte, precisei de mais do que algumas facadas para derrubá-lo. Quando voltei a mim mesma, olhando o sangue em minhas mãos e o estrago que tinha feito em meu marido, fiquei assustada. Como eu poderia ter sido capaz de algo tão monstruoso? Corri até o banheiro para lavar-me, tirar o sangue de cima de mim. Logo após, liguei para a polícia.
E agora vocês do júri se encontram aqui, tentando dizer se fui culpada ou inocente. Tentando defender-me, eu me tornei o monstro, e agora já não posso mais me reconhecer. Nunca perdoar ou condenar-me-ei.
Entretanto digo a vocês que fiz o que fiz apenas por minha sobrevivência. Não nego isso. Peço apenas que vocês pensem, entre a vida de vocês e de um monstro qualquer, qual vida vocês escolheriam? Vocês matariam seu ideais para permanecerem vivos? Tornar-se-iam os monstros?
Alguns meses depois ele demorava a chegar, não sorria mais, não me contava das coisas, jogava a comida fora e ia deitar-se. Mal olhava em meus olhos, mal dirigia a palavra a mim, simplesmente olhava através de tudo. Nunca consegui entender o que aconteceu, será que tinha feito algo? Tinha eu o ofendido? O maltratei? O que tinha mudado?
No final, algumas noites ele simplesmente não chegava, noites a fio que esperei acordada para nada, chegava bêbado de madrugada, dizia coisas horríveis, fedia a álcool. Mudara, não era mais o homem que tinha me esperado no altar, não era o homem que me levava flores no trabalho. Não era ninguém para mim, e isso era recíproco.
A primeira vez que ele tocou em mim eu não acreditei. Dizia que o roxo no meu braço eu mesma tinha causado, tentava esconder dos outros. Pensei que nunca mais ia se repetir. No entanto as noites foram ficando iguais, e tendiam a piorar. Ele não descansava até ver lágrimas em meus olhos, e o sangue escorrendo pelo meu corpo.
Noites e noites a história era a mesma, mal tinha sarado um machucado, e ele não tardava em fazer outro. Não podia mais aguentar.
Uma noite, naquela noite, eu planejei tudo. Se ele tocasse em mim, eu tocaria nele da minha maneira. Afiei a faca, escondi embaixo da minha blusa e o esperei a noite toda. Ele não veio.
Quando notei, achei loucura toda a história de machucar meu próprio marido, não podia fazer isso. Guardei a faca na primeira gaveta na cozinha, e fui deitar-me, agradecendo por ter uma noite de sossego, podendo dormir sem precisar fazer curativo antes. Pensei que talvez ele tivesse desistido e ido embora. Um abandono é melhor que outro espancamento.
Na noite seguinte, no entanto, ele voltou mais violento do que nunca. Puxou-me pelo cabelo, me disse coisas horríveis, xingava-me de todos os nomes existentes. Aquela foi a única noite que eu temi por minha vida, jurava que seria minha última noite, mas não poderia ser assim. Não morreria nas mãos do homem da minha vida. No primeiro descuido, corri até a cozinha, peguei a faca e enfiei o mais forte que pude em suas costas.
Ele era forte, precisei de mais do que algumas facadas para derrubá-lo. Quando voltei a mim mesma, olhando o sangue em minhas mãos e o estrago que tinha feito em meu marido, fiquei assustada. Como eu poderia ter sido capaz de algo tão monstruoso? Corri até o banheiro para lavar-me, tirar o sangue de cima de mim. Logo após, liguei para a polícia.
E agora vocês do júri se encontram aqui, tentando dizer se fui culpada ou inocente. Tentando defender-me, eu me tornei o monstro, e agora já não posso mais me reconhecer. Nunca perdoar ou condenar-me-ei.
Entretanto digo a vocês que fiz o que fiz apenas por minha sobrevivência. Não nego isso. Peço apenas que vocês pensem, entre a vida de vocês e de um monstro qualquer, qual vida vocês escolheriam? Vocês matariam seu ideais para permanecerem vivos? Tornar-se-iam os monstros?
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
quinquagésimo terceiro ~
http://www.youtube.com/watch?v=7MYu-A1TxXU&feature=channel
Não poderás me entender pois não tens as mesmas asas que se encontram atrás de minhas costas.
Não sentes as coisas a minha maneira, o que é perfeitamente normal, não se acanhe.
Mas será que podes se esforçar um pouco mais, você precisa entender as coisas que não atrevo-me a dizer. Será que assim poderás decidir se fica ou vai?
As palavras entaladas em minha garganta não me permitem voar, seguram minhas asas e pesam em meu corpo. Meus segredos ocultos que ficam somente em mim. Desvenda-me.
Você deveria me ajudar, e agora só ofusca a verdade perante meus olhos. Poderás fazer tudo isso ter sentido? Será que poderia ficar e me ajudar?
Tudo ao redor gira, e você não permanece. Minhas asas continuam intactas, não sabem voar. E qual seria o sentido então de ter asas que não voam? Tudo gira, e dessa vez rápido demais.
Posso acostumar-me a isso, não preciso mais fugir, preciso?
Dê-me a resposta e prometo acreditar. Dê-me a resposta e mude tudo em minha vida.
Faça-me voar, faça-me acreditar em um mundo diferente, paralelo talvez.
Vamos, eu acredito em ti. Acredite em mim também.
Livre, liberto-me de mim. Sente o vento que minhas asas fazem ao bater? Guarde essa sensação, guarde no peito. Dou-lhe um beijo e vou-me embora. Ficarás para me ver partir? Vai esperar? Espera-me. Desvende o segredo em meus olhos, e com um beijo terno diga-me adeus.
Adeus, meu querido.
Não poderás me entender pois não tens as mesmas asas que se encontram atrás de minhas costas.Não sentes as coisas a minha maneira, o que é perfeitamente normal, não se acanhe.
Mas será que podes se esforçar um pouco mais, você precisa entender as coisas que não atrevo-me a dizer. Será que assim poderás decidir se fica ou vai?
As palavras entaladas em minha garganta não me permitem voar, seguram minhas asas e pesam em meu corpo. Meus segredos ocultos que ficam somente em mim. Desvenda-me.
Você deveria me ajudar, e agora só ofusca a verdade perante meus olhos. Poderás fazer tudo isso ter sentido? Será que poderia ficar e me ajudar?
Tudo ao redor gira, e você não permanece. Minhas asas continuam intactas, não sabem voar. E qual seria o sentido então de ter asas que não voam? Tudo gira, e dessa vez rápido demais.
Posso acostumar-me a isso, não preciso mais fugir, preciso?
Dê-me a resposta e prometo acreditar. Dê-me a resposta e mude tudo em minha vida.
Faça-me voar, faça-me acreditar em um mundo diferente, paralelo talvez.
Vamos, eu acredito em ti. Acredite em mim também.
Livre, liberto-me de mim. Sente o vento que minhas asas fazem ao bater? Guarde essa sensação, guarde no peito. Dou-lhe um beijo e vou-me embora. Ficarás para me ver partir? Vai esperar? Espera-me. Desvende o segredo em meus olhos, e com um beijo terno diga-me adeus.
Adeus, meu querido.
nota ''final'' [Último e recomeçando...]
Escrevo agora em uma postagem automática pois sei que não vou estar aqui no último dia do ano... (Calma, não vou morrer, só vou viajar - Ok, falar sozinha é legal)

~
Época final do ano, todo mundo louco, comprando presentes adoidados, consumismo rolando solto, assim como a falsidade. Não me deseje tudo de bom se você nem se quer gosta de mim.
Cansei dessa baboseira de ''Felicidades, tudo de bom, que Deus ilumine teu caminho''. Pra mim já deu... Não quero felicidades e tudo de bom, quero mudança. Não quero que me desejem todas essas falsas coisas boas, quero que me desejem que eu seja melhor, que eu mude para melhor, que eu possa evoluir.
Ninguém gosta do tédio, por mais que significa que tudo está sobre o teu poder. Bom, pelo menos eu não gosto. Gosto das coisas certas, mas não iguais. Não quero tudo igual sempre, enjoativo demais...
Para o ano que vem tenho várias revoluções em mente, assim como a maior parte das pessoas que eu conheço, porém conhecendo-me bem, sei que elas não vão durar até a metade do ano... Canso do que mudei, cansei de mudar. Seria mais fácil ser boa desde o começo não? Ser o fruto ruim na árvore não é exatamente a melhor coisa do mundo... Mas pelo menos isso significa que eu posso mudar e melhorar e não serei igual. É, talvez ser ruim não seja, necessariamente, ruim.
Sou ruim, sei disso. Gostaria que os outros parassem com os elogios falsos e me desejassem a verdade. Sei que não sou a única que gostaria da minha mudança boa. Pelo menos essa ''revolução'' eu pretendo deixar até o final da vida, mas gostaria de ajuda. Será que alguém pode me ajudar?
O ano novo serve para mudanças assim como serve para o começo de tudo igual, das mesmas coisas... Mas não dessa vez, por favor, não posso me permitir isso novamente.
Não que eu precise de um ano novo para reparar que eu sou um ser humano doido, mas começar as coisas com organização é uma boa também, não?
Talvez eu já não fale nada com nada para vocês, mas, por favor entendam que eu tenho necessidade de mudança agora.
Então desejo a vocês um ótimo ano novo, com várias coisas novas fora da monotonia da igualdade.
Mudem, se reinventem... Sejam o melhor que podem ser! Garanto que todo mundo sai ganhando. E por fim, o sempre clichê... Sejam felizes, torço por isso. Espero que seja recíproco.
Tenham uma boa noite, caros leitores, e até ano que vem! :)

~
Época final do ano, todo mundo louco, comprando presentes adoidados, consumismo rolando solto, assim como a falsidade. Não me deseje tudo de bom se você nem se quer gosta de mim.
Cansei dessa baboseira de ''Felicidades, tudo de bom, que Deus ilumine teu caminho''. Pra mim já deu... Não quero felicidades e tudo de bom, quero mudança. Não quero que me desejem todas essas falsas coisas boas, quero que me desejem que eu seja melhor, que eu mude para melhor, que eu possa evoluir.
Ninguém gosta do tédio, por mais que significa que tudo está sobre o teu poder. Bom, pelo menos eu não gosto. Gosto das coisas certas, mas não iguais. Não quero tudo igual sempre, enjoativo demais...
Para o ano que vem tenho várias revoluções em mente, assim como a maior parte das pessoas que eu conheço, porém conhecendo-me bem, sei que elas não vão durar até a metade do ano... Canso do que mudei, cansei de mudar. Seria mais fácil ser boa desde o começo não? Ser o fruto ruim na árvore não é exatamente a melhor coisa do mundo... Mas pelo menos isso significa que eu posso mudar e melhorar e não serei igual. É, talvez ser ruim não seja, necessariamente, ruim.
Sou ruim, sei disso. Gostaria que os outros parassem com os elogios falsos e me desejassem a verdade. Sei que não sou a única que gostaria da minha mudança boa. Pelo menos essa ''revolução'' eu pretendo deixar até o final da vida, mas gostaria de ajuda. Será que alguém pode me ajudar?
O ano novo serve para mudanças assim como serve para o começo de tudo igual, das mesmas coisas... Mas não dessa vez, por favor, não posso me permitir isso novamente.
Não que eu precise de um ano novo para reparar que eu sou um ser humano doido, mas começar as coisas com organização é uma boa também, não?
Talvez eu já não fale nada com nada para vocês, mas, por favor entendam que eu tenho necessidade de mudança agora.
Então desejo a vocês um ótimo ano novo, com várias coisas novas fora da monotonia da igualdade.
Mudem, se reinventem... Sejam o melhor que podem ser! Garanto que todo mundo sai ganhando. E por fim, o sempre clichê... Sejam felizes, torço por isso. Espero que seja recíproco.
Tenham uma boa noite, caros leitores, e até ano que vem! :)
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