Nine Inch Nails - Right Where it Belongs
http://letras.terra.com.br/nine-inch-nails/139678/traducao.html
Nine Inch Nails - Hurt
http://letras.terra.com.br/nine-inch-nails/28455/traducao.html
Isso é basicamente tudo o que eu preciso dizer e não consigo colocar em palavras da forma tão foda como o Trent - ou talvez não esteja me permitindo escrever tudo isso... Às vezes eu prefiro evitar sentir certas coisas.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
segunda-feira, 4 de abril de 2011
septuagésimo primeiro ~
(http://www.youtube.com/watch?v=qSQvX4UtbgE)
Mate-me lentamente - te suplico - sufoca-me. Me deixe experimentar o mais doce dos venenos e a mais amarga das alegrias. Me deixe sentir o seu corpo e sua pele.
Mate-me lentamente, te suplico. Crave seus dedos sobre minha pele, crave seus dentes sobre meu corpo. Sinta o sangue pulsando por minhas veias, sinta o palpitar do meu coração. Aproxime-se de mim e contorne meu pescoço com suas mãos. Contorne o meu corpo com o seu.
Derrame meus pensamentos no chão, e silencie meu murmúrio caótico. Tape minha boca e meus olhos e, lentamente, arranque-me de meus sentidos. Deixe eu me perder nesse momento, me perder em você.
Perca-se em mim também, entre súplicas e murmúrios. Sinta o sangue quente escorrendo noite adentro, deixe-o escorrer por seus dedos. Deixe seus dedos ensanguentados correrem pelo meu corpo desfalecido. Entorpeça-me, suma com meus sentidos.
Observe meu contorno uma última vez, o sangue oriundo de meu corpo escorrendo pelo carpete. Observe minha respiração ofegante lentamente parando. Observe meus olhos agora vidrados. Observe minha morte lenta e vá embora.
(Não fui eu, foi meu Eu Lírico - 115.572 membros
E meu Eu Lírico realmente gosta de ouvir Marilyn Manson...)
Mate-me lentamente - te suplico - sufoca-me. Me deixe experimentar o mais doce dos venenos e a mais amarga das alegrias. Me deixe sentir o seu corpo e sua pele.
Mate-me lentamente, te suplico. Crave seus dedos sobre minha pele, crave seus dentes sobre meu corpo. Sinta o sangue pulsando por minhas veias, sinta o palpitar do meu coração. Aproxime-se de mim e contorne meu pescoço com suas mãos. Contorne o meu corpo com o seu.
Derrame meus pensamentos no chão, e silencie meu murmúrio caótico. Tape minha boca e meus olhos e, lentamente, arranque-me de meus sentidos. Deixe eu me perder nesse momento, me perder em você.
Perca-se em mim também, entre súplicas e murmúrios. Sinta o sangue quente escorrendo noite adentro, deixe-o escorrer por seus dedos. Deixe seus dedos ensanguentados correrem pelo meu corpo desfalecido. Entorpeça-me, suma com meus sentidos.
Observe meu contorno uma última vez, o sangue oriundo de meu corpo escorrendo pelo carpete. Observe minha respiração ofegante lentamente parando. Observe meus olhos agora vidrados. Observe minha morte lenta e vá embora.
(Não fui eu, foi meu Eu Lírico - 115.572 membros
E meu Eu Lírico realmente gosta de ouvir Marilyn Manson...)
terça-feira, 8 de março de 2011
septuagésimo ~
http://www.youtube.com/watch?v=UEW8riKU_tE
Eram lágrimas - ou quem sabe palavras não ditas que, por doerem tanto, se esvaíram.
Eram a ausência de palavras proferidas e também o grito que surgia dentro de mim. Eram a minha completa ignorância e meu desejo de voar para longe. Eram lágrimas que eu finalmente permiti que saíssem.
Resumem todos os sentimentos não nomeados que se apossam do meu corpo. Não nomeados pelo simples fato do meu medo de descobrir quais seriam. Prefiro inventar nomes imaginários a tentar desvenda-los.
Lágrimas que tristes ou não, tiraram todas as palavras mudas que, com o tempo, foram se acumulando em mim. Trouxeram uma triste leveza ao meu corpo. Porém também trouxeram os medos escondidos. Frustração e receio, também mesclados com alegria. Coisas que guardo em mim e não sei como lidar.
Frustrações ignoradas, rancores que tranquei em silêncio e que agora se voltam contra mim com tamanha brutalidade que desconhecia ter. Preciso da delicadeza que julguei real, das certezas que agora só parecem mentiras bonitas, dos momentos de lucidez. Preciso parar de sentir.
Preciso parar de sentir agora, para que meus sentimentos antigos voltem a ser reais. Para que, talvez, eu volte a ter certeza, e os sorrisos esboçados virem mais do que apenas medo. Quem sabe assim os pensamentos parem de vir sorrateiramente e me arrancar o sono. Quem sabe assim eu possa finalmente me curar. Talvez assim eu possa te perdoar.
(Sabia que essa coisa de continuar escrevendo e ouvindo Nine Inch Nails ia dar errado... E não vou colocar um trecho da música dessa vez, pelos simples fato de que a música inteira faria sentido agora. http://letras.terra.com.br/nine-inch-nails/28446/traducao.html)
(Só queria dizer que este texto só foi escrito para tirar um peso de mim e eu pudesse finalmente dormir, são sentimentos elevados não necessariamente reais - ou pelo menos não com essa intensidade. São só palavras.)
domingo, 6 de fevereiro de 2011
sexagésimo nono ~
http://www.youtube.com/watch?v=AvJKVKglIRs

É um sentimento tão forte que eu já não consigo sentir.
Sinto apenas meu estômago revirando, minhas mãos suando e a sensação de estar olhando diretamente para o abismo que se abriu nesse momento. Entorpecida, não sinto nada, quase como se estivesse paralisada.
Vontade de arrancar-me a pele, apenas para sentir a dor... Sentir que ainda estou viva. Vontade de sentir o sangue quente descendo, só para ter a certeza. Olhar nos seus olhos e te fazer sentir também, tudo o que eu não consigo mais. Vontade de sentir dor, apenas para continuar vivendo.
Em que ponto consegui chegar, onde tudo o que eu sentia parece não ser suficiente. Onde nem mesma eu acredito em mim. Onde tenho a impressão de estar à deriva da minha própria vida, seria isso possível?
O sono se esvai e o medo se instala. Pelo menos já começo a sentir algo, mesmo que dolorosamente real. Isso me dá a sensação da vida correndo pelas veias novamente. A sensação de viver finalmente.
O coração pulsa acelerado, minhas mãos tremem e sinto ânsia. Não posso negar nem fingir o que não sinto, mas como poderei nomear algo tão abstrato? Não vejo necessidade de dizer o que sinto, apenas que seja real.
A letargia passa e o medo começa. Eu permaneço, mesmo que não seja a mesma. Eu permaneço, mesmo que doa.
Eu permaneço porque é aqui que quero estar.
(Por ter sido escrito em dois momentos diferentes, com sentimentos diferentes, o texto se perde no meio e eu sei disso... Mas enfim, vai ficar assim mesmo.)
-
"Don't forget me, I beg, I'll remember you said:
"Sometimes it lasts in love but sometimes it hurts instead".
(Adele - Someone like You)

É um sentimento tão forte que eu já não consigo sentir.
Sinto apenas meu estômago revirando, minhas mãos suando e a sensação de estar olhando diretamente para o abismo que se abriu nesse momento. Entorpecida, não sinto nada, quase como se estivesse paralisada.
Vontade de arrancar-me a pele, apenas para sentir a dor... Sentir que ainda estou viva. Vontade de sentir o sangue quente descendo, só para ter a certeza. Olhar nos seus olhos e te fazer sentir também, tudo o que eu não consigo mais. Vontade de sentir dor, apenas para continuar vivendo.
Em que ponto consegui chegar, onde tudo o que eu sentia parece não ser suficiente. Onde nem mesma eu acredito em mim. Onde tenho a impressão de estar à deriva da minha própria vida, seria isso possível?
O sono se esvai e o medo se instala. Pelo menos já começo a sentir algo, mesmo que dolorosamente real. Isso me dá a sensação da vida correndo pelas veias novamente. A sensação de viver finalmente.
O coração pulsa acelerado, minhas mãos tremem e sinto ânsia. Não posso negar nem fingir o que não sinto, mas como poderei nomear algo tão abstrato? Não vejo necessidade de dizer o que sinto, apenas que seja real.
A letargia passa e o medo começa. Eu permaneço, mesmo que não seja a mesma. Eu permaneço, mesmo que doa.
Eu permaneço porque é aqui que quero estar.
(Por ter sido escrito em dois momentos diferentes, com sentimentos diferentes, o texto se perde no meio e eu sei disso... Mas enfim, vai ficar assim mesmo.)
-
"Don't forget me, I beg, I'll remember you said:
"Sometimes it lasts in love but sometimes it hurts instead".
(Adele - Someone like You)
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
sexagésimo oitavo ~

http://www.youtube.com/watch?v=LWIbTYLNezQ
Olhe para mim e diga que é fácil sorrir mesmo com tudo isso. Por favor, tudo o que eu te peço é que você olhe para mim e me veja como ser humano, não apenas mais uma a ser manipulada.
Não aguento mais, e nem me permito aguentar tudo o que acontece. Não vou me perder entre meus sentimentos antigos, e meus rancores atuais. Faço isso por nós. Apenas, por favor, não ouse me tratar assim, não ouse fingir que você não vê.
Não posso mais ficar guardando esses sentimentos amargurados, mas como poderia esquecê-los, se você apenas os intensifica? Por favor, deixe-me para que eu possa te amar. Deixe-me para que eu consiga voltar ao que era, sem ódio, sem rancor, sem dor.
Não venha a mim com suas verdades absolutas, apenas para arrancar lágrimas e dilacerar sonhos. Não acredito nas suas verdades, assim como você não escuta as minhas. Nunca pensei que pudéssemos chegar aqui.
E agora, o que fazer? Devemos ignorar cada briga, e apenas segurar nossas palavras dentro de nós, para que, futuramente, joguemos as na mesa - ou talvez nas nossas próprias caras? Ou quem sabe devemos ignorar o que somos, e quem somos, sendo apenas pessoas distantes? Será isso o melhor a ser feito? Será a ignorância a melhor resposta?
Prefiro estar errada - como nunca ousei estar. Preciso estar errada. Como poderei acreditar que tudo o que éramos é passado? Poderá ignorar-me de tal forma? Prefere sempre estar certo então?
Eu não posso acreditar que aquela pessoa que eu tanto me espelhava não existe mais. Não posso acreditar que você se foi, e tudo o que restou foram as brigas e as ofensas não proferidas. Será que você se incomoda tanto quanto eu?
Por favor, não suma. Sinto falta de quem você era, não suporto quem você insiste em ser. Não suporto o que nós fizemos conosco, mas também não irei aceitar sufocar sozinha. Se me fere, também será ferido.
Por favor, volte a ser quem era. Eu prometo me esforçar também. Não me machuque mais e prometo não gritar e fingir te odiar.
Por favor, não finja me esquecer.
"O que a memória ama, fica eterno. Te amo com a memória, imperecível."
(Adélia Prado)
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
sexagésimo sétimo ~
domingo, 5 de setembro de 2010
sexagésimo sexto ~
(Em defesa da minha sanidade, eu acabei de assistir A Origem, e todos os pensamentos que o meu pai brincava comigo vieram a tona... ''E se a gente for o sonho de uma pessoa que nunca existiu?'')

Talvez as coisas sejam mais simples do que eu imagino, como num sonho. Só que dessa vez eu não consigo acordar. E mesmo se acordasse, não sei se conseguiria lidar com a realidade por trás do sonho.
Gostaria que a realidade fosse melhor que o sonho, mas não vejo possibilidade disso acontecer. Afinal, por que eu precisaria de um refúgio imaginário pior do que a realidade cruel? E, se mesmo no sonho não sei o que significo, como poderia significar algo fora dele? Ainda procuro o ponto onde o meu sonho encontrará a realidade, e espero que lá eu encontre algum sentido para isso. Talvez tudo o que eu precise seja menos complexo do que imagino... Apenas um estalo, apenas uma abertura de olhos... E de mente.
Mas como abrir a mente para algo não palpável? Seria como se jogar de um penhasco, sem, de fato, ver o final. Cairia até onde? E quando chegasse no final, o que encontraria? Não posso acreditar que tudo se resumiria a uma dura morte, num subconsciente esquecido pelo tempo. Não poderei controlar a minha mente, mas talvez eu possa fugir dela. Não sei exatamente onde isso iria me levar, nem se eu gostarei do que posso chegar a ver, mas a realidade - onde as pessoas não controlam o mundo, uma a uma - deve ser melhor do que ao mundo que somente eu controlo.
Controlo e me perturbo tentando descobrir o que criei. Mas será possível meu consciente resolver o labirinto do meu subconsciente? Não sei por quais caminhos preciso correr. Não sei quais lugares preciso lembrar. Será algum real?
Meu medo é descobrir estar vivendo um looping infinito, onde nada é realmente verdadeiro, e não existe caminho de ida nem volta. Poderia eu, agora de olhos abertos para a verdade, escolher ficar? Pelo menos aqui eu sei não estar sozinha, mesmo que seja rodeada apenas de fragmentos da minha mente. Talvez tenha construido tudo isso para fugir de algo... Algo como a solidão, ou até mesmo o medo da verdade.
Ficar aqui seria loucura? Afinal, por mais que exista a possibilidade de que seja tudo minha própria criação, eu nunca conhecerei por inteiro o meu subconsciente. Mas seria eu capaz de criar algo que até para mim se tornou detestável? Seria o meu medo tão forte assim?
Vou acreditar nisso ao meu redor como realidade, parece menos tortuoso do que tentar acordar. E acordar para que? Essa é a realidade... ou pelo menos é algo que eu, agora, me forço a acreditar. Esta é a realidade, esta é a realidade, esta é a realidade, esta é a realidade, esta é a realidade... Precisa ser.
''What if everything around you Isn't quite as it seems?
What if all the world you think you know Is an elaborate dream?
And if you look at your reflection Is it all you want it to be?
What if you could look right through the cracks? Would you find yourself afraid to see?''
(Nine Inch Nails - Right Where It Belong)

Será que eu gosto de tudo isso porque existe, ou tudo isso existe porque eu gosto?
Talvez as coisas sejam mais simples do que eu imagino, como num sonho. Só que dessa vez eu não consigo acordar. E mesmo se acordasse, não sei se conseguiria lidar com a realidade por trás do sonho.
Gostaria que a realidade fosse melhor que o sonho, mas não vejo possibilidade disso acontecer. Afinal, por que eu precisaria de um refúgio imaginário pior do que a realidade cruel? E, se mesmo no sonho não sei o que significo, como poderia significar algo fora dele? Ainda procuro o ponto onde o meu sonho encontrará a realidade, e espero que lá eu encontre algum sentido para isso. Talvez tudo o que eu precise seja menos complexo do que imagino... Apenas um estalo, apenas uma abertura de olhos... E de mente.
Mas como abrir a mente para algo não palpável? Seria como se jogar de um penhasco, sem, de fato, ver o final. Cairia até onde? E quando chegasse no final, o que encontraria? Não posso acreditar que tudo se resumiria a uma dura morte, num subconsciente esquecido pelo tempo. Não poderei controlar a minha mente, mas talvez eu possa fugir dela. Não sei exatamente onde isso iria me levar, nem se eu gostarei do que posso chegar a ver, mas a realidade - onde as pessoas não controlam o mundo, uma a uma - deve ser melhor do que ao mundo que somente eu controlo.
Controlo e me perturbo tentando descobrir o que criei. Mas será possível meu consciente resolver o labirinto do meu subconsciente? Não sei por quais caminhos preciso correr. Não sei quais lugares preciso lembrar. Será algum real?
Meu medo é descobrir estar vivendo um looping infinito, onde nada é realmente verdadeiro, e não existe caminho de ida nem volta. Poderia eu, agora de olhos abertos para a verdade, escolher ficar? Pelo menos aqui eu sei não estar sozinha, mesmo que seja rodeada apenas de fragmentos da minha mente. Talvez tenha construido tudo isso para fugir de algo... Algo como a solidão, ou até mesmo o medo da verdade.
Ficar aqui seria loucura? Afinal, por mais que exista a possibilidade de que seja tudo minha própria criação, eu nunca conhecerei por inteiro o meu subconsciente. Mas seria eu capaz de criar algo que até para mim se tornou detestável? Seria o meu medo tão forte assim?
Vou acreditar nisso ao meu redor como realidade, parece menos tortuoso do que tentar acordar. E acordar para que? Essa é a realidade... ou pelo menos é algo que eu, agora, me forço a acreditar. Esta é a realidade, esta é a realidade, esta é a realidade, esta é a realidade, esta é a realidade... Precisa ser.
''What if everything around you Isn't quite as it seems?
What if all the world you think you know Is an elaborate dream?
And if you look at your reflection Is it all you want it to be?
What if you could look right through the cracks? Would you find yourself afraid to see?''
(Nine Inch Nails - Right Where It Belong)
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